Ouça os jovens!

Há séculos ouvimos falar que o futuro do país passa pela educação e que o jovem é o futuro da nação. Isso tudo não passa de retórica ou clichê.

É chegado o momento de subverter um pouco a lógica do ambiente pedagógico e trazer o protagonismo ao jovem.

Vejo alguns que tremem na base e preferem defender a ideia de que quem determina o que, a forma e como são os “donos do currículo” e que o jovem não consegue participar desse processo. ‘É chegada a hora de  chacoalhar um pouco o ambiente pedagógico e trazer a discussão à tona, com vistas a mudar a realidade da evasão, falta de interesse e de sentido – que a tempos são os reais são fantasmas da Educação.

Segundo dados do Censo Escolar, 41,5% do alunos que matriculam hoje na 1ª Série, não terminarão o ensino médio.

Opa! Tem algo errado na forma que estamos operando a educação.

Mas podemos nos acalmar, pois o processo não é uma “jabuticaba”, ou seja, não acontece somente no Brasil. Esse fantasma paira sobre países da América do Norte e também da Europa. Parece que temos um problema global.

Bem, se queremos dar um salto, precisamos trazer essa discussão à tona e dar protagonismo ao jovem, precisamos  ouvi-lo. Você, que está lendo, deve pensar: “Mas como esse jovem pode ajudar? Ele não tem o que contribuir…”.
Bom, eu penso que não é qualquer jovem.

Eu, no SENAI do Amapá

Nas minhas andanças por aí, tenho encontrado muita gente, jovem!, que pensa grande, que tem causas, valores morais e que, com certeza, toparia o desafio de contribuir para uma educação que engajasse o jovem.

Temos muitos jovens que, independente de mudar a realidade da educação do país, trarão orgulho a suas famílias e levarão o nome do Brasil mais longe do que se imagina. Jovens que ouvem e disponibilizam seu tempo em prol da difusão do conhecimento, das causas sociais, da preocupação com o próximo. Jovens pesquisadores, jovens que resolvem problemas, jovens que acreditam que podem mudar o mundo.

Eu poderia listar aqui alguns nomes que passaram por mim, desde que estou no Educação Livre. Jovens que emprestaram seu tempo, seus ouvidos e a sua voz, para  discussão de ideias e ações e que seguem fazendo a diferença por onde passam. Há uma energia enorme. Há um vontade de um mundo melhor.
Talvez, o que esteja faltando é um pouco de empatia com esse jovem.

É hora de repensar os títulos, a retórica curricular e olhar com atenção para o jovem.

Talvez seja necessário ouvi-los, acolhe-los e não reprimi-los. É preciso, também, dar passos na comunicação, entender a linguagem, debater ideias e resolver problemas juntos.

Esse jovem o qual me empolgo, pode não ser a maioria, mas com certeza, ao seu lado, existe uma chama queimando com vontade de mudar o mundo e a realidade onde se vive.

Pense um pouco, e com amor e propósito, pergunte e ouça o jovem que passa por você todos os dias. Você vai se surpreender!

Jovens de Carpina (PE), que participaram de atividades do EduLivre

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *