Jovens são protagonistas para a criação de conteúdo

Ter um conteúdo conectado com o jovem, que fale a sua língua e seja, ao mesmo tempo, estimulante e engajador é uma construção coletiva e diária. No EduLivre, a elaboração desse conteúdo passa por ouvir e compreender as necessidades dos jovens e alinhar suas expectativas para o futuro.

Estar conectado é estar em contato

Por isso, desde 2015, a equipe pedagógica do projeto Educação Livre realiza testes e pesquisas sobre os conteúdos que produz. O último ocorreu no dia 9 de outubro passado, no espaço do Jovem de Expressão, organizado pela consultora pedagógica e designer instrucional, Aracy Roza e pelo jornalista Davidson Pereira.

“É fundamental exercitar a escuta e compreender os anseios e as necessidades por trás da experiência educacional e das perspectivas de trabalho”

Entre os resultados alcançados, Aracy destacou o diálogo, a possibilidade do feedback, as sugestões de melhorias e inovações e o próprio envolvimento dos jovens como co-construtores e protagonistas no Projeto. “Foi inspirador dialogar com uma juventude que nos desafia a reencontrar nossos moldes do fazer pedagógico e caminhar além das próprias expectativas”, conclui a pedagoga.

TRILHA é como o EduLivre agrupa objetos de aprendizagem, no site.
Cada Trilha é um conjunto de vídeos, cards, ou outros materiais que ensinam e exemplificam uma habilidade específica.

Entre no site e confira as oito trilhas já disponíveis no EduLivre.

Confira a linha do tempo dos testes de conteúdo do EduLivre

EduLivre participa de mais uma Campus Party

O time de embaixadores voluntários do EduLivre esteve em Pato Branco (PR) para participar de mais uma Campus Party. O evento, batizado de #CPQuack, ocorreu no formato Weekend, nos dias 14 e 15 de outubro, no Parque de Exposições da cidade.

 

EduLivre no palco principal da #CPQuack
João Gabriel, estudante e embaixador do EduLivre, fala sobre Conexões e Conectividade no Palco Feel the Future

O EduLivre fez a palestra Conexões e Conectividade, no palco principal do evento, no dia 15. Também houve panfletagem e distribuição de brindes do projeto. Mais de duas mil pessoas estiveram presentes na #CPQuack.

EduLivre na CPQuack
A equipe, descontraída depois de um dia de trabalho, na Campus Pato Branco (PR)

O time já está na preparação da última Campus Party do ano!

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Conectividades e Conexões

Precisamos olhar os nossos problemas, mas também precisamos entender o que está acontecendo no mundo, ao nosso redor.

Sempre vejo steakholders da educação e educadores discutindo a questão da conectividade. E aí vai uma notícia chocante: a questão da conectividade, sob a ótica tecnológica, está vencida. Digo isso, porque a tecnologia não é mais barreira. Falta, na realidade, vontade política, priorização das ações, recursos e  preparação do peopleware. Mas vamos tratar isso por partes.

Tecnologia

Hoje, se houver vontade política, prioridade e uma boa articulação, pode-se conectar as escolas brasileiras com uma velocidade, pelo menos, 3 vezes maior do que a que temos nas residências das grandes capitais.

Um exemplo disso é o projeto Escolas Rurais Conectadas.

O Escolas Rurais Conectadas, além de fato conectar, gera uma redução do custo com infraestrutura e manutenção de IT nas escolas. Ora, se isso é possível de ser feito na área rural, imagine na área urbana. (recomendo uma passada pelo estudo realizado pela Universidade de Columbia, tocada pelo IBGE e  patrocinada pela Qualcoom).

A grande questão, está em querer realmente resolver o problema. Investir em desenvolvimento de aplicativos e soluções pedagógicas que sejam atrativos e gerem engajamento dos jovens.  Não vou nem falar do 0800 dados, que hoje,  no país, é utilizado estrategicamente somente pelo setor privado.

Esse conceito de 0800 dados pode ser expandido. Imagine você franquear sites e conteúdos educacionais de forma a gerar bônus de navegação para o jovem, podendo ele usar como quiser esse bônus. Ou seja, a cada 60 minutos de investida no aprender, o jovem teria 10 minutos de bônus.

Para entender o 0800 dados

Com isso, criaríamos um outro espaço para investimentos em desenvolvimento de aplicativos  de aprendizagem que poderiam ser acelerados por governos, empresas e operadoras de telefonia.

Bem, mas na realidade, em todos os fóruns que discutem a conectividade, vejo muita gente feliz, dizendo que compraram computadores, projetores, tablets e que a “política” está no caminho certo. Fico assustado. Na verdade, os impactos dessa tal conectividade não se reflete no desempenho, no engajamento ou na contenção das taxas de evasão, por exemplo, do ensino médio.

Hardware & Peopleware

É preciso entender que comprar hardware, não resolve a questão da conectividade. É preciso muito mais. É preciso olhar para o peopleware. É preciso preparar os diretores, os coordenadores pedagógicos, os professores e os alunos.  Nesse ponto, estou certo de que nos surpreenderemos, pois os alunos terão um papel crucial para acelerar o processo de absorção das novas formas de aprendizagem dentro da escola, ou seja, a criação de um novo mindset,baseada em tecnologia.

O jovem e seu protagonismo como um agente possível e catalizador de mudança.

Assim, o grande desafio é a conexão entre a tecnologia e os atores escolares (gestores, técnicos, coordenadores pedagógicos, docentes e alunos), enquanto a conectividade, parece-me, é apenas uma questão de boa vontade.

Educação Livre participa do Mundo SENAI na Bahia

Mais de 50 jovens conhecem a plataforma EduLivre durante o Mundo SENAI, em Salvador

O Educação Livre fez parte da programação do Mundo SENAI realizado na unidade do SENAI de Dendezeiros, em Salvador (BA), no dia 14 de setembro. A área de Inovação e Tecnologias Educacionais do Senai Bahia (ITED) realizou uma palestra para mais de 50 jovens sobre como se preparar para o mercado de trabalho e apresentou aos participantes o EduLivre como um meio para a juventude se preparar educacionalmente e conquistar novas oportunidades.

O objetivo da ação foi coletar dados referentes à experiência do jovem na utilização da plataforma Educação Livre, seus recursos e realização de entrevistas para que os jovens pudessem descrever a sua experiência com a plataforma de forma mais ampla, trazendo críticas e informações sobre suas necessidades e impressões gerais sobre o projeto.

Para Davidson Pereira, consultor do EduLivre, essa etapa é de fundamental importância pois dá voz ao personagem central, que é jovem, que encontram no dia a dia as dificuldades geradas pela falta de oportunidade. “É o jovem que vai dizer o que vai aprender e como ele quer fazer isso. Ouvir o jovem é o momento mais importante do projeto” completa.

Ouça os jovens!

Há séculos ouvimos falar que o futuro do país passa pela educação e que o jovem é o futuro da nação. Isso tudo não passa de retórica ou clichê.

É chegado o momento de subverter um pouco a lógica do ambiente pedagógico e trazer o protagonismo ao jovem.

Vejo alguns que tremem na base e preferem defender a ideia de que quem determina o que, a forma e como são os “donos do currículo” e que o jovem não consegue participar desse processo. ‘É chegada a hora de  chacoalhar um pouco o ambiente pedagógico e trazer a discussão à tona, com vistas a mudar a realidade da evasão, falta de interesse e de sentido – que a tempos são os reais são fantasmas da Educação.

Segundo dados do Censo Escolar, 41,5% do alunos que matriculam hoje na 1ª Série, não terminarão o ensino médio.

Opa! Tem algo errado na forma que estamos operando a educação.

Mas podemos nos acalmar, pois o processo não é uma “jabuticaba”, ou seja, não acontece somente no Brasil. Esse fantasma paira sobre países da América do Norte e também da Europa. Parece que temos um problema global.

Bem, se queremos dar um salto, precisamos trazer essa discussão à tona e dar protagonismo ao jovem, precisamos  ouvi-lo. Você, que está lendo, deve pensar: “Mas como esse jovem pode ajudar? Ele não tem o que contribuir…”.
Bom, eu penso que não é qualquer jovem.

Eu, no SENAI do Amapá

Nas minhas andanças por aí, tenho encontrado muita gente, jovem!, que pensa grande, que tem causas, valores morais e que, com certeza, toparia o desafio de contribuir para uma educação que engajasse o jovem.

Temos muitos jovens que, independente de mudar a realidade da educação do país, trarão orgulho a suas famílias e levarão o nome do Brasil mais longe do que se imagina. Jovens que ouvem e disponibilizam seu tempo em prol da difusão do conhecimento, das causas sociais, da preocupação com o próximo. Jovens pesquisadores, jovens que resolvem problemas, jovens que acreditam que podem mudar o mundo.

Eu poderia listar aqui alguns nomes que passaram por mim, desde que estou no Educação Livre. Jovens que emprestaram seu tempo, seus ouvidos e a sua voz, para  discussão de ideias e ações e que seguem fazendo a diferença por onde passam. Há uma energia enorme. Há um vontade de um mundo melhor.
Talvez, o que esteja faltando é um pouco de empatia com esse jovem.

É hora de repensar os títulos, a retórica curricular e olhar com atenção para o jovem.

Talvez seja necessário ouvi-los, acolhe-los e não reprimi-los. É preciso, também, dar passos na comunicação, entender a linguagem, debater ideias e resolver problemas juntos.

Esse jovem o qual me empolgo, pode não ser a maioria, mas com certeza, ao seu lado, existe uma chama queimando com vontade de mudar o mundo e a realidade onde se vive.

Pense um pouco, e com amor e propósito, pergunte e ouça o jovem que passa por você todos os dias. Você vai se surpreender!

Jovens de Carpina (PE), que participaram de atividades do EduLivre

EduLivre também aprende // conhecimento

A equipe pedagógica do Projeto Educação Livre participou do Workshop Trilhas de Aprendizagem, em São Paulo. O treinamento desenvolveu habilidades para criação e planejamento de trilhas com foco no desempenho do usuário. “Essa foi uma das oportunidade para trocar experiências com as áreas de educação de empresas e instituições de ensino. Voltamos cheios de ideias, com vontade fazer mais e melhor e com a certeza de que estamos à caminho”, disse Maria Valéria de Medeiros, especialista em desenvolvimento industrial e coordenadora da equipe pedagógica do EduLivre.

Eloísa Naue (SESI SC), Maria Valéria de Medeiros (CNI/EduLivre), Priscila Mey Li Fu (ZAP Imóveis) e Daniela Zanatta (SESI SC) durante o processo de construção de uma trilha.

Para ser voluntário, cadastre-se: www.edulivre.org.br/#/voluntario